Papo de Tênis: O rei de Roland Garros Rafael Nadal

Papo de Tênis: O rei de Roland Garros Rafael Nadal

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Roland Garros 2017. Último ato.

    Damas primeiro! Nasce uma estrela, uma jovem estrela.

Olá simpatizantes e amantes do tênis!

No post anterior enfatizei que na hora da verdade a Romena Simona Halep não demonstra a frieza que se espera de um campeão de Grand Slam, pois foi exatamente isso que aconteceu, minha bola de cristal continua afiada. Uma jovem Letã chamada Jelena Ostapenko de apenas 20 anos não respeitou ninguém e abocanhou seu primeiro Grand Slam. No início do jogo as duas foram trocando quebras sucessivamente até que Halep se impôs e levou o primeiro set. 6/4. O segundo set com algumas quebras também, porém a Letã se saiu melhor e devolveu a derrota do primeiro set por 6/4. No terceiro set a Letã partiu pra vitória e acabou com o grande sonho da Romena. Ostapenko não era cabeça de chave e levou o título, a última vez que isso aconteceu em Roland Garros foi com o nosso querido Guga exatamente há 20 anos, no dia que Ostapenko nasceu, 08 de junho de 1997, coincidência maravilhosa. Essa mesma letã já ganhou Wimbledon quando era juvenil, acredito que ela pode ir longe na grama londrina, próximo Grand Slam. A renovação com as mulheres oficialmente começou com a Jelena Ostapenko, já os homens…

Nadal, novamente no topo do mundo!

Calma ele não é o número 1, porém moralmente o é, pois acaba de vencer pela décima vez o Grand Slam mais charmoso do mundo, ele chega a seu décimo quinto troféu nível de GS e supera o majestoso Pete Sampras. Nadal subirá para o número 2 do mundo amanhã, e, dependendo dos resultados da temporada da grama ele pode voltar a ser o número do mundo ao final da mesma. Hoje o touro miúra escreveu mais um importante capítulo da história do esporte, conquistar 10 vezes um mesmo major aos 31 anos de idade não é para qualquer um. O único que o venceu com propriedade do espanhol esse ano foi o suíço Roger Federer, o resto foi varrido da quadra como aquele limpador de linhas das quadras de saibro. Falando em suíço temos que comentar o desempenho do Wawrinka, ele simplesmente não entrou em quadra para a final, ou melhor, Nadal não permitiu, a intensidade de seu jogo foi tamanha que Stan não conseguia pensar, mudar estratégia, ou mesmo correr. Foi uma aula de tênis sobre o saibro mais importante da terra.

Em posts anteriores comentei que o mundo estava vendo um remake da década passada ao ver os dois maiores dos últimos anos monopolizando os torneios, os “velhinhos” Federer e Nadal. O primeiro Grand do ano, Australian Open, e os grandes torneios na quadra rápida foram abocanhados pelo Maestro Suíço Federer, quando começou a temporada no saibro o espanhol abocanhou todos os principais torneios e culminou em Roland Garros. Sempre enfatizo, somos privilegiados de viver esse momento, é surreal o que esses caras fazem ainda mais sabendo que os dois ficaram quase todo segundo semestre do ano passado parados. Incrível! Nadal prova para todos que é preciso acreditar sempre, ele ficou com vice na Austrália e não baixou sua cabeça, esse é um comportamento de um grande campeão. Pra variar o big four continua mandando no mundo do tênis.

Parabéns ao touro miúra Nadal, incontestável sua conquista.

A temporada da grama está chegando…o que esperar dela? Esse será o tema de nosso próximo post…

Allez!

Weverson Pinheiro

 

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Com o suíço jogando muito abaixo do esperado, a vitoria foi de Nadal foi ‘fácil’. Rei do saibro! Esperando no masculino a renovação que já se apresenta no feminino. À proposito, ótima coluna com excelente leitura do momento atual do tênis. Parabéns!

  2. O circuito masculino de tênis está tão previsível como a fórmula 1, e há quase o mesmo tempo que guga foi campeão, que vimos Airton Senna nas pistas uma última vez, sem trocadilhos, esse Nadal tá parecendo o shumacher da Fórmula 1, só vamos ver novos campeões quando ele se aposentar. Coluna perfeita Weverson!.

    • Obrigado Douglas! Apareça sempre. O mundo do tênis hoje continua nas mãos da maior rivalidade da história do tênis masculino, Fedal. Abraço.

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