Artigo: Dois anos do Massacre da Pampulha!

Artigo: Dois anos do Massacre da Pampulha!

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Massacre da Pampulha! E o Facebook fez questão de lembrar e eu de publicar um artigo que escrevi ainda em 2014! E divido com vocês! Aniversário do 7×1, inesquecível! Destruidor.

ARTIGO

O DIA QUE NÃO QUER ACABAR!

Freire Neto

E agora? Sonho, verdade ou pesadelo? Já são mais de 50 horas depois e apesar de cansado após percorrer 600km e participar de uma reunião difícil, decidi escrever esse texto. E essa tristeza e decepção parece que não acaba e vai perdurar por muitos anos. Quase no fim da Copa do Brasil, uma catástrofe. Um país desacreditado. Uma Copa duvidosa. Aos trancos e barrancos estávamos na semifinal. Perdemos nosso principal jogador e o zagueiro capitão para aquele que seria o jogo mais difícil até então. E eis que levamos a maior pisa da história. Aos 30 minutos do primeiro tempo, o placar do Mineirão marcava 5 x 0 pra Alemanha. Nem os mais pessimistas e “do contra” acreditava no que estava acontecendo. E até agora, estou sem entender ou buscando razões para tamanho fracasso. Meu Deus, futebol, Copa, seleção são entretenimento. Apenas? Isso para quem não gosta ou não é apaixonado. Para maioria dos brasileiros, principalmente “sem ingresso”, Copa do Mundo e Seleção Brasileira fazem parte da vida, rotina, nossa história.


E o que fazer para esse dia acabar e sair das nossas mentes? Fui ao jogo contra a Colômbia, em Fortaleza, e no deslocamento para hotel ao saber da notícia da contusão de Neymar. Aqueles que ali estavam discutiam todas as possibilidades de escalação e arrumação para a semifinal. Três zagueiros, três volantes, tira o Fred, “pelamordedeus”, enfim. Sem Tiago Silva e Neymar tínhamos que ter cuidado e lutar por uma bola. Santo Davi Luiz. Era nele que depositava-se as ultimas, ufanistas e derradeiras, esperanças.
Claro. Óbvio. Se o jogo era na terça. O treinador pentacampeão, Felipão, faria dois treinos e testaria a melhor formação possível. Venceríamos. Seria épico, difícil, mas não impossível. Passaram os dois dias e nada de treino ou teste. E outra coisa dava mais medo e desespero, ele não iria tirar o símbolo da Seleção de 2014, Fred. Pior, ele escalou Bernard e resolver encarar a Alemanha de frente. Sem mudar nada. Sem treinar e sem ao menos mostrar a disposição e luta de outrora. Sumiram a garra, a superação e a marcação. No Massacre da Pampulha não tínhamos nada: ataque, defesa, meio-campo, Julio Cesar ou David Luiz.


Empacado, nosso Felipão nada fazia pra mudar. Como numa pelada de escola ou de fortes contra fracos levamos 5 gols incríveis, de todos os jeitos e maneiras. O que diabos aconteceu com o time? E por que danado ele não tirou o Fred e o Bernard ainda no primeiro tempo? Não. Não. Deixa chegar o segundo tempo. Sai Hulk e Fernandinho, até aquele dia, dois de nossos destaques, pra entrar Paulinho e Ramires. Depois de muitas vaias e quando os alemães apenas administravam aquela humilhação, ele substituiu o nosso, aliás, o 9 dele. Por que, Felipão? Por que morrer abraçado com Fred e Bernard? Mas Freire, é preciso saber perder. Sim, mas daquela maneira? Daquele jeito? Humilhados, destroçados, sem atitude, raça, vontade, de forma vergonhosa? Tinha que ser assim?


Viremos a página. Passemos a régua. Mas como esquecer e digerir aquele jogo? O Massacre da Pampulha. Até os alemães estavam constrangidos e envergonhados de nos humilhar e fazer mais gols. Pobre Oscar. Passou a Copa jogando como volante, marcando e roubando bolas, foi dos poucos que queria fazer algo naquela batalha ou melhor naquele coletivo alemão. Marca o gol dito de honra e chora, sem parar. Desconsolado. Como nosso David Luiz, que nada pôde ou conseguiu fazer mediante tantos erros e tonturas táticas no Mineirão. Realmente, a Copa das copas será inesquecível. Para alemães, argentinos e brasileiros. E juro que tento mudar de assunto ou esquecer, mas está difícil pensar em outra coisa…por muito, muito tempo. Pobre fim de algo que nem começou e que não pôde terminar. Até 2018, Rússia. Será? E esse jogo e esse dia que não acaba e não quer acabar!?!?!

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