Artigo: Mossoró sem futebol e sem estádio!

Artigo: Mossoró sem futebol e sem estádio!

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Artigo: Mossoró sem futebol e sem estádio! Estou em Mossoró desde 2014 e sempre, vira e mexe, o Nogueirão é assunto e o pior, continua sem solução. No final de 2016, quando o empresário Eudes Fernandes abraçou a causa e vestiu a camisa, eu tive a certeza que tudo daria certo. Afinal, era um empreendedor assumindo, unindo forças para resolver. Ele até tentou e fez muita coisa, mas novamente, agora, o Corpo de Bombeiros se pronuncia e diz que tem muita coisa a ser feita. E com isso, o estádio será interditado. Os projetos estão fora dos padrões e é preciso novas obras e investimentos. Resultado, Mossoró com quase 400 mil habitantes, segunda cidade mais importante do RN, sem estádio de futebol e sem praça pública de esportes para realização de eventos desportivos e promoção do desporto e do lazer como meio de inclusão, transformação e incentivo à saúde. No domingo (21/05), o Potiguar de Mossoró estreia na Série D do Campeonato Brasileiro, provavelmente, quase com certeza, mas ninguém sabe se poderá acontecer o improvável, em Assu no estádio Edgarzão, há 80 km da Capital do Oeste. No mínimo, impressionante, assustador e com certeza preocupante.

Estádio Leonardo Nogueira, Nogueirão, fechado e sem laudos. Foto: Bruno Andrade

Mas, caro leitor, seguidor, ouvinte, telespectador e amigo, ou colega, o que me deixa pasmo e realmente estupefato é a falta de união dos interessados e dos envolvidos e até mesmo de bom senso para resolver esses problemas e essas celeumas. O Potiguar ainda tentou jogar com os “Portões Fechados” para sua torcida no estádio Leonardo Nogueira, tentando diminuir o prejuízo e o impacto de se jogar em outra cidade. Mas mesmo assim, não houve acordo. Qual a dificuldade de se montar uma força tarefa com desportistas, políticos, empresários, torcedores, Corpo de Bombeiros, Governo do Estado, Prefeitura, Federação de Futebol, Liga Desportiva Mossoroense e buscar soluções para o Nogueirão e até mesmo o ginásio Pedro Ciarline, também interditado e fechado para a prática desportiva? E como diria a Dona Florinda e o Kiko no Seriado de TV dos anos 70 que até hoje passa no SBT, Chaves: Quem poderá nos defender? Infelizmente, na vida real não há Chapolins Colorados ou super heróis. O esporte mossoroense clama por uma voz de atitude s soluções.

Não trata-se aqui de achar culpados. O Corpo de Bombeiros está fazendo o seu papel. É preciso diálogo, ações efetivas, definição de cronogramas, realização e atitude para resolução dos problemas. É necessário entendimento. Não podemos mais deixar a vida levar e esperar que algo aconteça. É preciso fazer acontecer. E Justiça seja feita, Eudes Fernandes fez e ajudou a fazer muitos benefícios em prol do Nogueirão, assim como o ex-presidente e abnegado Braz, Miranda e João Dehon, da nova administração. Mas eles precisam de mais apoiadores e parceiros. Todos os amantes do futebol e do esporte precisam abraçar a causa e buscar a solução.

Estádio está interditado pelos Bombeiros e não pode receber jogos e treinos. Imagens: Bruno Andrade

Restando 4 dias para o início da Série D do Campeonato Brasileiro, todas essas dúvidas e indefinições contribuem ainda mais para o descrédito do futebol e do esporte na cidade, principalmente o afastamento do torcedor e de potenciais investidores. Urgentemente é preciso se fazer algo pelo futebol de Mossoró e pelas suas praças desportivas. É preciso e fundamental um desenvolvimento de um projeto e de uma política desportiva como força de inclusão e desenvolvimento da juventude mossoroense. Unindo esporte profissional e amador e todos os amantes do desporto para um renascimento e o fortalecimento na região. A situação é triste, preocupante e até desesperadora. Clamemos por bom senso, diálogo e atitude positiva para solucionar os problemas. Sem isso, o que está ruim pode piorar ainda mais. Não existe marketing sem produto. E qual o produto que os times, os veículos de comunicação, os eventos têm para oferecer?! Pense esportes. Senta a pua!

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